Não, não estamos na Índia! País fascinante, conhecido dentre outras coisas, pela adoração a vacas, as considerando um animal sagrado. Essa é uma paisagem vergonhosamente sertaneja, localizada mais precisamente na cidade de Sousa e nada mais é do que a realidade atual do Aeroporto 'João Alvino Gomes de Sá', que em nada hoje se parece com um aeroporto, principalmente por que o hangar está destruído, sem teto, mais parece as ruínas de uma civilização bem remota. Nem de longe lembra os velhos tempos de tantos aviões a pousar, de políticos e autoridades movimentando sobremaneira aquele lugar que até então tinha o mínimo de infraestrutura e é claro, não podemos esquecer de Seu Pedro Abrantes que cuidava com tanto zelo das instalações e recepcionava tão bem os que alí chegavam.
A realidade atual é cruel e desoladora, o tempo e nem os governantes pouparam o aeroporto, se utilizaram dele mais não investiram em ampliação ou pelo menos conservação. 
A pista hoje é lugar preferido para aulas de direção automobilística, enquanto o pasto ao lado é devorado por rebanhos imensos de vacas famintas e seus vaqueiros vigilantes. Da iluminação da pista só resta a lembrança de pousos noturnos seguros, de outrora. Prédios onde se gastou rios de dinheiro público ficaram no esquecimento, pois a muito não há nenhum tipo de vistoria, fiscalização ou qualquer tipo de atitude que possa ajudar a salvar o nosso aeroporto.

Cajazeiras já tem promessa de um moderno aeroporto, com as obras já muito próximas de serem iniciadas. Aí nos vem algumas perguntas: E os nossos representantes? O que fazem que não vêem essa realidade? Cadê eles que ainda não perceberam a importância econômica de se possuir um instrumento desse porte que possibilite turismo, negócios e conforto? O pior que eles estão aí, bem perto de nós, pois ano que vem é ano de eleição. Eles chegam perto do povo um ano antes e os abandonam um minuto depois do resultado das urnas, independente de ganhar ou perder, eles somem. Sendo assim só nos resta esperar...Esperar que o atual governo do Estado tenha a sensibilidade que os outros não tiveram e que o governo do município lute e congregue forças para que nosso aeroporto volte a existir.
POR JACKSON QUEIROGA
