Prefeitura de Sousa não realiza São João e quem dança é o comércio


Diante de uma negativa oficial do Prefeito do Município de Sousa, Fabio Tyrone (PTB) – Sousa não terá a sua tradicional festa Junina, resolvi realizar reportagem para buscar informações a saber quanta falta faz uma boa, organizada e estruturada festa de São João e São Pedro numa cidade do porte comercial de Sousa.

As duas representações de bebidas e refrigerantes que atuam em Sousa: Ambeve e Skim, pelas experiências de outros anos, com a venda de cervejas e refrigerantes teriam um faturamento de 20% cada uma. Teriam uma prestação de serviço que precisaria da contratação de 50 pessoas devido o aumento do consumo. Arrecadariam cerca de R$ 500.000,00. Já a Prefeitura, em cima desse faturamento, teria um recolhimento em impostos de R$ 150.000,00.

O Ribeirão Hotel, que aqui representa a rede hoteleira da cidade em meio a outros hotéis, em caso da realização do São João e São Pedro teria uma ocupação de 80% dos seus apartamentos. Dois exemplos: Nos quatro dias de Sousa Folia ano passado e no Encontro de Motoqueiros esse ano, o Ribeirão Hotel teve uma lotação de 100%. Vale destacar que os hotéis de Cajazeiras todos estão lotados por conta da realização das festas juninas.

A loja de tecido Casa Nova Tecido, de propriedade de Augusto Barreto, no calçadão, sem a realização das festas juninas perde um faturamento de 20% a 30% com as venda de tecidos, em especial, para as quadrilhas juninas.

O empresário Cid Moreira, da Panificadora Moreira, na rua Emílio Pires, destacou que em dias normais ele vende 1.500 pães de cachorro quente. Já em dias de festa junina são repassados aos vendedores de cachorro quente entre 3.000 e 3.500 pães. Por sua vez, os vendedores, segundo relatou Zé Renato, que tem um barraco próximo a Telemar, numa noite venderiam em média 250 cachorros quentes a R$ 2,00 a unidade.

O comércio informal é outro setor abalado sem as festas de junho. O vendedor ambulante, Valdemar Antunes, também garçon da lanchonete Tropical no centro de Sousa, informou a nossa reportagem que vai perder entre R$ 1.000,00 e R$ 1.500,00 com a venda de cervejas, refrigerantes e água mineral na caixa de isopor.

Em anos passados, muitas costureiras de Sousa chegaram a confeccionar até 40 vestidos numa só noite para as quadrilhas juninas em virtude do número considerável de quadrilhas na cidade, mais de 30. A costureira Vilanir Oliveira, com ateliê na rua Silva Mariz, informou que um vestido custa de R$ 30,00 a R$ 40,00.

O sucatão de Francisco do Forno Velho, na rua Nestorina Abrantes, no Estreito, compra a cada catador em média 2 kg de latas de refrigerantes e cervejas a R$ 1,00 por noite e revende à fabricas de reciclagem a R$ 2,00. O catador de latas Rodrigo Pereira da Silva, pai de três crianças, disse que quando a Prefeitura faz um bom São João ele leva para casa no final da festa aproximadamente R$ 350,00. Porque além de vender as latas recolhidas ele ajuda alguns barraqueiros.

Para fechar até a bendita Energisa sairia lucrando com o consumo considerável de energia decorrente da realização da festa. Mas vale destacar que tudo isso seria possível, toda essa injeção de ânimo no comércio da cidade somente seria uma realidade se em Sousa a Prefeitura realizasse as festas juninas. E olha que o Prefeito é um empresário. É também um comerciante.

Jucélio Almeida

APÓS ACHAR CORPOS, MARINHA INTENSIFICA BUSCAS


Após dois corpos terem sido encontrados neste sábado (6), três embarcações da Marinha vão se incorporar à operação de busca
de novos vestígios do acidente com o Airbus da Air France, que desapareceu na noite do último dia 31 quando fazia o trajeto Rio-Paris.

Até este domingo, procedentes do Rio de Janeiro, chegarão a fragata Bosísio e o navio-tanque Gastão Motta.

O navio-patrulha Grajaú, que fazia buscas ao sul de Fernando de Noronha, se desloca agora para o noroeste do arquipélago, onde foram achados os corpos e objetos (uma pasta, uma mochila e uma poltrona).

As três embarcações se juntam à fragata Constituição, que faz o transporte dos corpos e dos destroços, e à corveta Caboclo, que os recolheu do mar neste sábado.

A presença do navio-tanque Gastão Motta ampliará a autonomia das demais embarcações, que antes tinham de voltar a Fernando de Noronha para reabastecer. O navio-tanque fará o abastecimento em alto-mar, na região das buscas, a cerca de 900 km do arquipélago.

Também há previsão, embora não confirmada pela Aeronáutica, da chegada na segunda-feira (8) de dois aviões franceses. Eles se juntariam a 12 aeronaves brasileiras e outras duas francesas já envolvidas na operação.

Segundo informou a agência Efe, a Força Aérea espanhola também enviará um avião, um Fokker, do Serviço de Resgate do esquadrão com base em Gando (Gran Canária). O avião espanhol partirá ainda nesta noite de sua base para Dacar (Senegal), a fim de se colocar à disposição dos responsáveis nas tarefas de busca do avião desaparecido.

Os aviões se alternarão em missões de reconhecimento visual em círculos circuncêntricos, a partir da posição onde foram encontrados os corpos e os primeiros destroços (coordenadas 03 34.08º N, 030 27.30º W).

Do G1