
Após 14 dias de greve, os bancários esperam receber hoje uma nova proposta salarial por parte dos banqueiros. Representantes da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e do Comando Nacional dos Bancários realizarão às 18h desta quarta-feira (7) mais uma assembléia para retomar as negociações a cerca do reajuste no salário da categoria.
O Diretor-presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Marcos Henriques e Silva, já está em São Paulo e participará do encontro que apresenta, de um lado, a insistência do Comando Geral para conquistar os 10% de aumento pretendido, e do outro, a relutância da Fenaban para não ceder à proposta dos funcionários. O resultado deste embate poderá ser tanto o fim imediato ou a continuação da greve por tempo indeterminado, já que os bancários garantem que não vão ceder.
De acordo com o secretário de Imprensa e Divulgação do Sindicato na Paraíba, Marcelo de Lima Alves, os banqueiros estão sendo intransigentes e, por este motivo, a categoria não deve se deixar vencer pelo cansaço. “Não vamos ceder à estratégia dos patrões e do Governo, que estão tentando nos vencer pelo cansaço. A última proposta que recebemos foi no dia 17 de setembro, a de 4,5%. Eles não estão nos levando a sério”, disparou.
Marcelo alega que o retrato que se tem feito da greve é apenas o que revela as dificuldades dos clientes para conseguir resolver pendências bancárias. “É preciso que se entenda que nós, bancários, somos tão vítimas quanto os clientes”, disse. “Nosso movimento não é intransigente, com têm sido os banqueiros. Abrimos o Banco Real para o pagamento dos servidores públicos e estamos abertos às negociações. Mas nossa causa é justa e séria”, afirmou Marcelo.
Desde que foi iniciado o movimento de greve, mais de 7 mil agências estão com as portas fechadas. A pretensão salarial dos bancários é de 10%, o que elevaria o salário-base da categoria de R$ 960 para R$ 1.056.
