Governo estuda esvaziamento de parte das águas do Açude Engenheiro Ávidos


O Governo do Estado está enviando, nesta quinta-feira (19), ao Departamento
Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs), estudo do esvaziamento de parte das
águas do Açude Engenheiro Ávidos, localizado no município de Cajazeiras. O
objetivo é prevenir problemas na capacidade de acumulação do reservatório,
tendo em vista o aumento no volume de chuvas na região.O processo será
realizado com a utilização do mesmo procedimento que foi aplicado na ocasião
da abertura das comportas da Barragem de Acauã, no início deste mês.

De acordo com o diretor técnico da Agência Executiva de Gestão das Águas do
Estado da Paraíba (Aesa), Valdísio Diniz, a população deve ficar tranquila,
pois esse procedimento vai esvaziar um pouco as águas do açude, melhorando
assim a sua capacidade de armazenamento durante o aumento das chuvas
decorrentes do inverno. Ele explica, ainda, que como a responsabilidade do
Açude Engenheiro Ávidos é do Dnocs, os técnicos da Aesa fizeram o estudo
sobre a possibilidade de abertura das comportas a título de parceria e
sugestão.

Valdísio Diniz informa ainda que o Governo do Estado está utilizando esse
procedimento por estar preocupado em conter as cheias, devido a promessa de
chuvas acima da média para o inverno deste ano. “Todo o processo será
realizado com o acompanhamento de técnicos do Dnocs e da Defesa Civil
Estadual. Portanto, isso não causará nenhum tipo de danos à população, nem
tão pouco provocará enchentes no Rio Piranhas", enfatiza.

A inspeção no Açude Engenheiro Ávidos foi determinada pelo Ministério
Público Federal para o dia 25 próximo. Ela deve ser feita por engenheiros do
Dnocs e acompanhada por engenheiro do Ministério Público Federal. Os
técnicos terão um prazo determinado para corrigir dois buracos constatados
na última inspeção realizada pelo próprio Dnocs. Além dos problemas na
estrutura, o órgão também deverá firmar convênio com a Universidade Federal
do Rio Grande do Norte (UFRN), para realizar estudos geológicos e geofísicos
no local da barragem.

JACKSON QUEIROGA com Secom/PB

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