
Balela. Esta foi a resposta do governador José Maranhão (PMDB) sobre as insinuações do líder da Oposição na Assembléia Legislativa, Manoel Ludgério (PDT), no que diz respeito ao suposto ensaio de privatização da Cagepa, que estaria sendo proposto pelo peemedebista na Paraíba.
Indagado sobre o que existia de verdade em relação às suposições, o peemedebista foi enfático: “É balela, eu não quero e nem penso em privatizar a Cagepa”, disparou.
Conforme Maranhão, as especulações tratam-se apenas de intrigas da Oposição.
Em discurso realizado no final da tarde desta quarta-feira (22), durante solenidade no Palácio da Redenção, o governador explicou que teve que privatizar a antiga Saelpa, hoje Energisa, devido a uma legislação leonina imposta por um governo tucano. Segundo o governador, à época, o governo não tinha condições de concorrer com a iniciativa privada.
“Hoje temos uma boa empresa, no entanto, se não fosse esta legislação leonina, teríamos continuado com a empresa em poder do Estado”, lembrou.
Banco Real
Sem uma contraproposta formulada ao Banco Real, o governador José Maranhão (PMDB) ainda destacou a não possibilidade de acordo com o banco em relação ao gerenciamento da folha de pagamento estadual.
“Não há possibilidade de acordo porque nós não concordamos com nenhuma das clausulas adotadas nesse contrato com o Banco Real”, explicou.
Para o governador o atual contrato existente entre o Estado e o Banco é leonino e contraria os interesses da Paraíba e, sobretudo dos servidores, já que são cobradas taxas bastante altas.
“Não vamos manter uma conta que só traz benefícios para a instituição financeira”, disse.
Indagado se já tem outro banco em vista, o governador confirma que mantém conversações tanto com a Caixa Econômica Federal, quanto com o Banco do Brasil.
“Pelo menos estes dois bancos tem as taxas menores que a do Banco Real”, finalizou.
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