Enquanto a comunidade
negra do Brasil comemora o dia da libertação da escravatura, assinada pela
Princesa Isabel, na época imperial. Hoje, em plena república e no País
democrático, somos obrigados a “engolir a morte súbita” de uma tradição secular
sousense. Simplesmente extinguiram a BANDA DE MÚSICA 13 DE MAIO, inaugurada no
dia 13 de maio de 1964, pelo então jovem prefeito sousense, Antônio Marques da
Silva Mariz, de saudosa memória.
Pergunta-se, o que
aconteceu para termos a nossa querida Banda de Música 13 de Maio, deixar de
existir e, com isso abster-se de suas atividades, deixando órfãos talentos da
música/0rquestra de várias gerações?
Quem teve a idéia de
extinguir a BANDA DE MÚSICA 13 de maio? De quem partiu essa idéia maluca? O
prefeito Tyrone, porque, até hoje, não deu explicações a respeito do assunto?
Qual a finalidade de calar as belas retretas que Sousa estava acostumada a
ouvir em datas festivas, a exemplo do dia 10 de Julho, dia da cidade? A
interrogação fica no ar ? Porque?
Denominada de BANDA DE
MÚSICA 13 de maio, em homenagem a libertação da escravatura, o nome teria,
supostamente sido uma idéia da escritora Julieta Pordeus Gadelha. Quem se
recorda da BANDA DE MÚSICA 13 DE MAIO de um José Queiroga de Melo (foi
maestro,); quen não se lembra de um Edmilson Gadelha, Zé Bonitinho, Manoelzão,
Jadir, Cassiano, Gustavo Gadelha, dentre outros tanto amantes da música de
Sousa?
Para quem não sabia, a
BANDA DCE MÚSICA 13 DE MAIO vinha dando continuidade a tradição secular de
nossa CIDADE SORRISO que começou coma criação da BANDA DO CÉU! Naquela época
tocavam, um Nicó Gadelha, Chico Malota, Mané Cibito, entre tantos outros que,
no coreto antigo da Praça da Matriz tocavam suas retretas para os presentes as
festividades de Nossa Senhora dos Remédios. Sem fins lucrativos, tudo por amor
a música a a vontade de ver Sousa crescer cantando as belezas daqueles momentos
de felicidade, partilhado com a população que admiravam aqueles homens tão dispostos
em divulgar a nossa cultura através de belas execuções de retratas musicais.
Nem o prédio/sede da
nossa BANDA DE MÚSICA 13 DE MAIO escapou da fúria insana de uma força oculta
que destruiu nosso patrimônio cultural mais antigo.
Sousa precisa “dormir”
aliviada até que o autor ou autores da idéia de por fim, de calar a nossa BANDA
DE MÚSICA 13 DE MAIO, seja devidamente esclarecida.
Os escravos, liberto, e
os músicos “sufocados” de mostrarem seus talentos! Aprisionados pela força do
poder que não dar explicações à sentença tão dolorosa!
“Calem-se todos”!... E
o silêncio hoje é a alma vida de um passado cheio de belos cânticos vindos do
coração, do espírito de profissional de cada um dos músicos que desfilaram pela
inesquecível BANDA DE MÚSICA 13 de maio!
Castelo Sá

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